O governo Lula enviou ao Congresso Nacional uma proposta de alteração no Orçamento de 2025, com um remanejamento de R$ 40 bilhões. A medida visa incluir gastos com aliados políticos, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), e projetos do centrão, conforme reportado pelo Estadão.
A proposta orçamentária de 2025 deve ser votada na próxima semana, gerando expectativa entre parlamentares e o governo.
Entre as mudanças, destaca-se a destinação de R$ 750 milhões para o MST, divididos entre a aquisição de alimentos da agricultura familiar (R$ 400 milhões) e o Fundo de Terras e da Reforma Agrária (R$ 350 milhões).
"Os aliados históricos e os de ocasião." disse Lula, em resposta às críticas do MST ao seu governo durante visita a um acampamento do movimento em Minas Gerais.
Outras alterações incluem a alocação de R$ 1 bilhão para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e R$ 3 bilhões para o pagamento do Auxílio Gás. Adicionalmente, haverá um aumento de R$ 183 milhões para o abono salarial e reforço financeiro para o seguro-desemprego.
O Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), controlado pelo PP e Avante, receberá um incremento de R$ 40 milhões. O Ministério dos Esportes, liderado por André Fufuca (PP-MA), terá um adicional de R$ 300 milhões para obras de infraestrutura voltadas ao esporte amador, com o selo do PAC.
Para acomodar esses novos gastos, o governo petista propõe cortes no Orçamento, incluindo R$ 7,7 bilhões do Bolsa Família, justificados pela revisão de critérios e eliminação de fraudes, e R$ 80,5 milhões do programa Minha Casa Minha Vida. O programa de apoio às exportações, Proex, terá uma redução de R$ 850 milhões, enquanto o Fundo Nacional da Cultura enfrentará um corte de R$ 596 milhões.
*Reportagem produzida com auxílio de IA